Uma fonte habitual de angústia entre falantes de português é saber o momento de escrever -por que-, "por quê", "porque" ou "porquê" - dificuldade agravada pelo fato de que, na linguagem falada, eles soam rigorosamente iguais.
O jeito tradicional de explicar as distinções entre eles é dizer que "por que" é um advérbio interrogativo (com acento apenas quando vem no fim da frase); "porque", uma conjunção explicativa ou causal; e "porquê", um substantivo. Mas nem sempre ajuda saber que os bois foram nomeados. Pode ser mais útil observar com atenção o seguinte diálogo sucinto, em que todas as formas são empregadas:
- Não entendo por que você fez isso. Por quê?
- Porque quis, eis o porquê.
Li no Advillage que a "crase" está quase sendo derrubada na nossa grafia. Adoraria se os acentos também tivessem o mesmo destino. O nosso português é complicado demais, não acham????