Dizem que ele teria sido um escravo na antiga Grécia. Elas mostram, entre outras coisas, a importância de virtudes como a prudência e o equilíbrio para superarmos os perigos da vida. Esopo usava suas fábulas para denunciar a hipocrisia dos poderosos e para desmoralizar os procedimentos injustos das elites. Há uma fábula que ilustra bem esse ponto:
Um dia, o leão, o asno e o lobo decidiram sair juntos para caçar. Ficou combinado que qualquer coisa que eles obtivessem seria dividida entre os três. Depois de matar um cervo de bom tamanho, eles resolveram fazer uma grande refeição. O leão pediu ao asno que repartisse a carne. O asno dividiu a comida em três partes iguais e convidou os amigos a servirem-se. Mas o leão, indignado, atacou o asno e o reduziu a pedaços. Em seguida, voltando-se para o lobo, o rei dos animais pediu gentilmente que ele fizesse a divisão em duas partes. O lobo juntou todo o alimento em uma única grande pilha, deixando de lado apenas uma minúscula parcela para si mesmo.
"Ah, meu amigo", disse o leão, "como você aprendeu a dividir as coisas de maneira tão justa?"
"Foi fácil! Bastou que eu visse o destino do nosso amigo asno", explicou o lobo.
Uma lição da fábula acima é que não se deve confiar demasiadamente no sentido de justiça dos poderosos. Essa história de Esopo pode ter dado origem e inspiração à imagem do leão como símbolo da Receita Federal, que cobra impostos da população brasileira. Vem dela a expressão ?a parte do leão?.
Outra conclusão da história é que é melhor aprender com os erros dos outros (como fez o lobo) do que com os nossos próprios.