Eu estranhei quando li a notícia de que o padre havia abençoada a união, mas........É por essas e outras que não dou mais valor a padre algum. Apesar de gostar muito do Padre Marcelo, mas eu só dou valor ao Senhor nosso Deus.
ELVIRA LOBATO da Folha de S.Paulo, no Rio
O casamento do jogador de futebol Ronaldo e Daniella Cicarelli está causando polêmica dentro da Igreja Católica.
O padre Antonio Maria Borges foi questionado por ter participado da festa, no Castelo Chantilly (França), e abençoado a união do casal em uma cerimônia que não é reconhecida pela igreja.
"Está havendo alguma cobrança. A diocese [de São Paulo] questionou. Muita gente não entendeu, mas começamos os procedimentos para esclarecer os fatos", afirmou o superior de Antonio Maria Borges no Instituto Secular Padres de Shöenstatt, de São Paulo, padre Antonio Bracht.
Ele disse à Folha, por telefone, que pediu um encontro com o bispo auxiliar de São Paulo dom José Benedito Simão, ao qual está diretamente subordinado, para esclarecer a participação de Antonio Maria no casamento. Até sábado pela manhã, a reunião não havia sido marcada.
Ronaldo ainda não se divorciou da ex-mulher, Milene. Enquanto isso não acontecer, ele está impedido de se casar oficialmente com Cicarelli no civil ou no religioso.
Parte da igreja entende que o padre não poderia ter abençoado a união. Bracht disse que autorizou o padre Antonio Maria a fazer a viagem para a França.
"Foi só uma bênção, ele não fez mais do que isso. Ronaldo estará divorciado em junho e poderá se casar no civil e no religioso", disse. Ele afirmou que pediu encontro com dom Simão porque o padre sofre críticas apenas com base em informações publicadas pela imprensa.
Impedimento
Na última sexta-feira, a Cúria Metropolitana do Rio de Janeiro divulgou nota em que diz que "a celebração válida do matrimônio e a bênção nupcial só podem ocorrer após constar a inexistência de impedimentos de partes e com delegação do sacerdote dada pela autoridade eclesiástica do local da celebração."
A nota, assinada pelo padre Hélio Pacheco Filho, chanceler da Arquidiocese do Rio, diz que a Cúria apurou que o padre Antonio Maria esteve presente à festa, mas não conseguiu esclarecer como, efetivamente, se deu participação dele.