22 de novembro, 2002
Às 1:57 PM hora de Brasília (1557 GMT)
LONDRES -- A expressão "quente" costuma ser aplicada a coisas que estão na moda e a novidades tecnológicas, entre outras. Mas caiu literalmente como uma luva em um laptop, esse computador portátil que faz a alegria de tantos profissionais.
Um cientista de 50 anos que o diga. Ele sentiu na pele o poder da palavra "quente" ao ter seu pênis queimado por um laptop que usava no colo.
Até então um homem saudável, pai de dois filhos, o cientista lembra-se de ter tido uma sensação de queimação depois de ter usado o laptop por cerca de uma hora para escrever um relatório, em sua casa.
Ele percebeu uma vermelhidão e uma irritação no dia seguinte, mas só depois de ser examinado por um médico compreendeu a extensão dos danos sofridos.
"A pele de seu escroto ficou vermelha e havia uma bolha de cerca de dois centímetros de diâmetro", escreveu Claes-Gorn Ostenson, do Instituto Karolinska, na Suécia, em carta publicada na revista The Lancet desta sexta-feira.
Dois dias depois, as bolhas romperam-se, as feridas infectaram-se e criaram uma crosta. Uma semana depois, porém, o cientista ? que não foi identificado ? apresenta recuperação rápida.
Ostenson destacou que o manual do computador não alertava contra seu uso diretamente sobre a pele exposta. Mas ressaltou que o paciente sofreu queimaduras no colo, apesar de estar usando calças e cuecas.